a escolha do partido


Para governar uma cidade, estado ou país é necessário ao executivo jogo de cintura e articulação para ter apoio e aprovação do legislativo, que tem representantes de diversos setores da sociedade e algumas diferenças ideológicas.

Uma das maiores dificuldades para isso é a quantidade de partidos existentes. São 35, a maioria servindo como legendas de aluguel em busca do fundo partidário, barganha de tempo em TV nas campanhas e cargos públicos. Imagine uma negociação tão descentralizada e com interlocutores desse nível.

Conversei com pessoas de esquerda, direita e ateus. Como apartidário convicto achei que seria uma tarefa impossível encontrar uma corrente que eu acreditasse e que não estivesse metida nas maracutaias do poder. Comecei a pesquisar, entrei nos sites, li os estatutos, verifiquei quem eram os dirigentes e integrantes.

Dentre todos encontrei no PPS um discurso coerente com os meus ideais, com objetivo permanente de ampliação da democracia e a valorização da cidadania, no processo de construção de uma sociedade socialista plural, ecologicamente equilibrada e autossustentável, humanista, libertária, multilateral e interétnica.

Resumindo o que eu queria: uma terceira via onde a economia livre regulada pelo mercado, gerando renda e riqueza, pode conviver com um governo focado na boa gestão das necessidades sociais e cuidado com as pessoas.

Uma bancada ficha limpa e nomes como Roberto Freire na direção me animaram. A presidente estadual de MG, Luzia Ferreira, e o presidente Municipal de BH, Ronaldo Gontijo, muito bem vistos pela ética e comprometimento em suas atuações públicas reforçaram. A ida do Senador Cristovam Buarque para a legenda avalizou minha decisão pela filiação.

Fui no "Encontro das Cidades" realizado em Vitória e pude perceber uma militância preparada e engajada em ajudar encontrar soluções para os problemas vivenciados pela sociedade em todo o país. Nas reuniões de diretório e na convenção um belo exemplo de participação democrática com os filiados escolhendo os rumos a serem seguidos sem decisão por caciques ou coronéis donos do "negócio".

Minha única ressalva foi que esperava uma candidatura própria à prefeitura com eventual coligação no segundo turno mas a falta de alguém disposto a esse desafio e o convite do João Leite para integrar a chapa como vice foi determinante para a decisão da maioria.

Conheça mais o PPS: http://www.pps.org.br

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